Manaus, 17 de novembro de 2019
As descobertas do pesquisador britânico podem conduzir a descoberta de novas fases da matéria, com aplicabilidade, por exemplo, nos trens de levitação Imagem: Coppe/UFRJ

As descobertas do pesquisador britânico podem conduzir a descoberta de novas fases da matéria, com aplicabilidade, por exemplo, nos trens de levitação
Imagem: Coppe/UFRJ

Um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física, o britânico John Michael Kosterlitz, realiza estudos sobre supercondutividade e transições de fase em superfícies no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Junto aos pesquisadores David J. Thouless e F. Duncan M. Haldane,Kosterlitz ganhou o Nobel por descobertas teóricas das transições de fase topológicas e das fases topológicas da matéria. O anúncio foi feito pela Academia Real Sueca de Ciências em outubro.

Um dos parceiros de Kosterlitz no Brasil é o responsável pelo Grupo de Pesquisa em Física da Matéria Condensada (MatCon) do Laboratório Associado de Sensores e Materiais (LAS) do Inpe, Enzo Granato. A parceria começou em 1982, quando o físico orientou o brasileiro em sua tese de doutorado na Universidade Brown, nos Estados Unidos.

“Inicialmente, a ideia era pesquisar sobre o efeito Hall quantizado, mas o chefe dessa área já estava orientando outro aluno e não quis me aceitar naquele momento. Depois, conversei com vários professores até conhecer o Kosterlitz, que me convenceu a entrar na área da pesquisa teórica de supercondutores. Desde então, temos essa parceria”, afirmou Granato.

As descobertas do pesquisador britânico podem conduzir a descoberta de novas fases da matéria, o que pode levar a usos altamente tecnológico, como as pesquisas com computação quântica.

Pesquisas no Brasil

De tempos em tempos, John Michael Kosterlitz vem ao Brasil. A primeira visita foi em 1988. Na mais recente, em junho deste ano, desenvolveu pesquisas com a equipe do LAS em transição de fases em filmes finos supercondutores – chamada transição Kosterlitz-Thouless – e fez palestras para cientistas brasileiros. Segundo Enzo Granato, a passagem pelo País ganha um peso especial por ter sido justamente no ano em que o britânico recebeu o Nobel.

“Foi um privilégio, ainda mais neste ano. Foi realmente especial podermos ter essa oportunidade de ter um ganhador do Nobel conosco. Ele já havia sido indicado em outros anos. A comunidade científica da área sabia que esse trabalho desenvolvido nos anos 1970 tinha valor e teria aplicações no futuro”, destacou o pesquisador do Inpe.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações 

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