Manaus, 17 de novembro de 2019

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O retrocesso nas políticas sociais que transformaram o Brasil em referência mundial na última década deu a partida. O governo provisório – e golpista – de Michel Temer, mirou no Bolsa Família, principal programa de combate à miséria dos governos do PT. O programa é apontado como o principal responsável pela retirada do Brasil do mapa da fome da ONU ao prover comida e condições dignas de vida para cerca de 36 milhões de brasileiros.

O ataque dos golpistas foi na renda dos beneficiados, ao não cumprir a determinação anunciada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, em 1º de maio passado. O reajuste médio seria de 9% dos benefícios que hoje atendem 14 milhões de famílias.

A ordem de Temer já havia sido divulgada pelo seu principal aliado no Congresso, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e com os bens congelados, por determinação do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. Para Cunha, o reajuste anunciado por Dilma é “uma irresponsabilidade fiscal”.

O confronto com a nova realidade com que os mais necessitados do País estão sendo tratados começou a ocorrer nesta sexta-feira (17), data em que tradicionalmente o benefício começa a ser pago.

O ministro nomeado pelos golpistas, deputado Omar Terra (PMDB-RS), fiel aliado de Eduardo Cunha, já vinha dando mostras de como as políticas sociais seriam tratadas durante a interinidade de Temer, ao reavivar o superado preconceito de que as famílias pobres que recebem o Bolsa Família gastam o dinheiro com bebida alcoólica.

O reajuste escamoteado já estava autorizado e previsto dentro do Orçamento de 2016, não havendo contingenciamento de recursos para sua aplicação. O golpista Michel Temer mentiu inúmeras vezes nesses pouco mais de 30 dias de retrocesso, garantindo que os programas sociais seriam mantidos.

Com a nova demonstração de insensibilidade social e vassalagem ao mercado financeiro, único setor favorecido pelo “ajuste fiscal” do governo golpista, está comprovado de que as políticas sociais não são prioridade do governo ilegítimo, que vai sistematicamente expulsando os pobres do orçamento.

É justamente em momentos de crise que os mais pobres têm que estar mais protegidos, porque são os primeiros a sentir o efeito dela. Eles são parte da solução, não o problema. Jogar a conta do ajuste fiscal nos pobre mostra de que lado está o governo Temer. E, com certeza, não é a da maioria da população.

Fonte: PT no Senado

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