Manaus, 17 de novembro de 2019

23A tecnologia pode ser uma importante aliada para quem disputa o lugar mais alto do pódio. Foi assim com as atletas Roseana Ferreira dos Santos, a Rosinha, e Julyana Cristina da Silva, que integram o Time Brasil dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Com bancos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), elas conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro e prata no arremesso de peso na etapa brasileira do Circuito Mundial de Atletismo Paralímpico, último evento-teste dos Jogos Rio 2016.

Na competição, realizada no Estádio Olímpico do Rio de Janeiro em maio, elas ainda levaram a prata e o bronze na prova de lançamento de disco.

Os bancos desenvolvidos pelo INT foram feitos sob medida para cada atleta a partir de imagens tridimensionais captadas por sensores durante os movimentos de arremesso de peso ou lançamento de disco. “Foi um trabalho de bastante pesquisa que envolveu o estudo de toda a nossa mecânica de movimentos, e isso ajuda na hora da competição”, destacou Julyana.

“O processo para fazer o banco foi lento, demorou muito. Mas tudo o que tem qualidade, demora. Eu nunca tive um banco que tivesse sido feito com tanto carinho, com tanto detalhe”, acrescentou Rosinha, que já faturou duas medalhas de ouro na Paralimpíada de Sidney, na Austrália, em 2000. No ano passado, ela levou o bronze nos Jogos Parapan-americanos de Toronto, no Canadá.

Um atleta, um banco

A pesquisadora Carla Patrícia, do Laboratório de Ergonomia (Laber) do INT, enfatizou a importância do equipamento atender às necessidades específicas do esportista. Para cada atleta, um banco diferente, adaptado especialmente para ele.

“A fixação das peças – correias e encaixes – foi feita individualmente para cada atleta. Eles são amputados, mas de formas diferentes. É importante adequarmos tudo corretamente para que eles se sintam mais confortáveis para executar o arremesso com toda a potência e amplitude. O ajuste do banco é fundamental para que eles possam melhorar as suas marcas”, explicou a pesquisadora do INT.

Segundo ela, o trabalho desenvolvido mostra a capacidade do INT em atender às demandas e em ajudar no esforço paralímpico brasileiro. “O importante é que um instituto de pesquisa do MCTIC desenvolveu um produto que teve participação efetiva em um ganho de medalha. Isso mostra a competência do INT de cumprir as exigências do projeto, de se ajustar às necessidades dos atletas”, observou.

Projeção

Mesmo com os bons resultados obtidos na preparatória olímpica, as atletas não se deixaram levar pela euforia. Para Rosinha e Julyana, a disputa na Paralimpíada será dura, mesmo com uma vantagem tecnológica para encarar as melhores competidoras do mundo.

“O banco me trouxe resultados melhores e, com certeza, eles vão melhorar ainda mais. Se vai me trazer medalha, não posso dizer, mas vou conquistar marcas melhores”, ponderou Rosinha.

Julyana também adotou a postura “pé no chão”. “Espero ter boa colocação. Se vier com medalha, melhor ainda. Melhorei muita a minha técnica de arremesso e as minhas marcas com o banco. Vou lutar para buscar meus objetivos.”

Além delas, outros três atletas participam do projeto do INT: Vanderson Siva, Rafael Amorim Coury e Márcio Lucas da Paz, que não estará no Rio, mas já está sendo preparado para disputar os Jogos Tóquio 2020.

Fonte: Portal Brasl, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Manaus,  13 de jun de 2016 Deixe seu comentário

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