Manaus, 17 de novembro de 2019

185Artistas ocupam sede do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro contra a extinção do órgão e contra o governo golpista de Michel Temer (PMDB)

Diversos shows estão marcados nesta sexta-feira (20) na ocupação no prédio do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro. Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Seu Jorge, Teresa Cristina, entre outros artistas são esperados no palco que foi montado no Palácio Gustavo Capanema, onde funciona o extinto Ministério da Cultura e a Funarte (Fundação Nacional da Arte).

Os artistas mantêm a ocupação desde a última segunda-feira (16) em protesto contra a extinção do Ministério da Cultura pelo governo golpista Michel Temer (PMDB). Na quinta-feira (19), o cantor Lenine já fez show na ocupação. Durante a semana, Otto e Arnaldo Antunestambém fizeram apresentações.

Em todo o Brasil, já são 18 ocupações contra a extinção do Ministério da Cultura. A atrizAndrea Beltrão também esteve na ocupação e gravou vídeo em apoio ao movimento. Para Beltrão, o fim do Minc represensta um retrocesso muito grande. “Os artistas tem uma voz imensa a favor da cultura e da educação no país. Esse governo que assumiu ta abandonando coisas muito importantes e se comporta de uma maneira muito antiga. Eu peço Fora Temer, Fica Minc. Nós mulheres não somos do lar. Somos da vida”, afirmou a atriz.

A ocupação também divulgou manifesto em que afirma não reconhecer o governo de Michel Temer e exigindo a deposição do vice-presidente golpista. Segundo o movimento, o golpista está causando o desmonte de um setor importante do Estado brasileiro e que envolve direitos essenciais.

“A extinção do Ministério da Cultura significa e simboliza não só a perda dos direitos dos trabalhadores da Cultura, conquistados em uma longa história de lutas e desafios, mas também a perda dos direitos de cidadania do povo brasileiro, garantidos pela Constituição de 88”.

O cantor Arnaldo Antunes

minc rj reuniao

Leia a nota na íntegra:
“Exigimos a deposição imediata do governo ilegítimo que tenta se instaurar. Não reconhecemos Michel Temer como presidente do Brasil. Qualquer tipo de negociação com o Palácio do Planalto é uma forma de legitimação do golpe.

Faremos a governança real e simbólica na luta pelos nossos direitos, ocupando – de forma pacífica, mas contundente – o Palácio Gustavo Capanema sede do Ministério da Cultura do Rio de Janeiro. Reafirmamos que o espaço público é o lugar da luta política e que as ocupações são legítimas e necessárias.

Presenciamos neste momento uma tentativa, por parte de um governo golpista, de violentar a democracia brasileira e desestabilizar o país.

O governo ilegítimo assumiu de forma arbitrária, causando um desmonte de setores essenciais do Estado brasileiro como Cultura, Direitos Humanos, Mulheres, Igualdade Racial, Povos Indígenas, Desenvolvimento Agrário, Previdência, Ciência e Tecnologia, além da extinção da Controladoria-Geral da União – CGU.

A extinção do Ministério da Cultura significa e simboliza não só a perda dos direitos dos trabalhadores da Cultura, conquistados em uma longa história de lutas e desafios, mas também a perda dos direitos de cidadania do povo brasileiro, garantidos pela Constituição de 88. E além das perdas do patrimônio material e imaterial da cultura brasileira, essa arbitrariedade representa um retrocesso histórico diante de um legado deixado por agentes culturais, individuais e coletivos, em seus diferentes campos de criação.

No entanto, não se trata somente de garantir a sobrevivência de um setor. Esta ocupação da Cultura pela Democracia no Capanema é, sobretudo, pelo fim do governo ilegítimo de Michel Temer. Não aceitamos negociar com os coronéis do século XXI.

Neste momento, o verdadeiro governo está aqui do lado de fora, nas ruas, nas ocupações.

Não abrimos mão do Estado Democrático de Direito no Brasil.

Conclamamos toda a sociedade à resistência.

A luta pela democracia não tem data para terminar!”

 Aqui, a programação:

minc rj

Da Redação da Agência PT de Notícias

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Manaus,  20 de mai de 2016 Deixe seu comentário

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